sábado, 22 de setembro de 2012


Mais de 5 milhões deixaram a pobreza


Rendimento médio atinge R$ 1.345 em 2011, com salto de 8,3% em relação a 2009; camadas pobres avançam mais e desigualdade cai


 O Estado de S.Paulo
Com o aumento da renda e a queda da desigualdade, 5,6 milhões de brasileiros deixaram a pobreza entre 2009 e 2011. Desse total, 2,5 milhões superaram a extrema pobreza. O cálculo, com base na Pnad de 2011, é de Samuel Franco e Andrezza Rosalém, pesquisadores do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
A linha de pobreza média usada pelos pesquisadores (ela varia regionalmente) é de renda familiar per capita de R$ 220. A de extrema pobreza, que caracteriza insuficiência de renda para alimentação adequada, é de R$ 110.
Entre 2009 e 2011, a proporção de brasileiros pobres caiu de 23,9% para 20,6%, e a de extremamente pobres, de 8,4% para 6,9%. Em 2001, a pobreza abrangia 38,7% dos brasileiros e a extrema pobreza atingia 17,4%.
O rendimento médio do trabalho atingiu R$ 1.345 em setembro do ano passado (quando foram coletados os dados da Pnad 2011), num aumento de 8,3% em relação a 2009.
Todas as regiões do País tiveram aumento da renda média do trabalho, com destaque para o Nordeste, com alta de 10,7%, para R$ 910, e para o Centro-Oeste, onde a elevação de 10,6% levou o rendimento médio para R$ 1.624, o maior do País.
O aumento da renda, como vem ocorrendo desde 2004, deu-se de forma bem mais forte nas camadas inferiores da pirâmide social, o que proporcionou um forte recuo da desigualdade em 2011, na comparação com 2009.
Dessa forma, a renda mensal do trabalho dos 10% mais pobres deu um salto de 29,2% entre 2009 e 2011, saindo de R$ 144 para R$ 186. Em termos anuais, é um ritmo chinês de crescimento, de 13,7%.
Se for tomada a metade mais pobre dos trabalhadores, a renda mensal média em setembro de 2011 foi de R$ 508, 14,8% a mais que os R$ 443 de 2009 (com alta média anual de 7,1%).
No outro extremo da pirâmide, os trabalhadores que fazem parte do grupo dos 10% mais ricos saíram de um rendimento médio de R$ 5.280 em 2009 para R$ 5.581 em 2011, numa evolução bem mais modesta de 5,7% - ou 2,8% ao ano. No grupo do 1% mais rico, a renda média do trabalho subiu de R$ 15.437 em 2009 para R$ 16.121 em 2011, num incremento de 4,4%, ou 2,2% ao ano.
Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pnad 2011, o índice de Gini da distribuição da renda familiar per capita saiu de 0,536 em 2009 para 0,526 em 2011. O índice de Gini é uma medida de desigualdade que varia teoricamente de zero a um e piora à medida que aumenta. O índice de Gini da desigualdade da renda do trabalho no Brasil caiu de 0,518 em 2009 para 0,501 em 2011.
Marcelo Neri, presidente do Ipea, considera que a melhora em termos de trabalho, desigualdade e pobreza entre 2009 e 2011 é "mais do mesmo", referência aos avanços constantes desde o início da década passada. "Mas conseguir isso num momento de piora da economia global é melhor ainda", ele acrescenta.
Segundo Neri, a "função bem-estar", que combina alta da renda e queda da desigualdade, deu um salto de 8,54% entre 2009 e 2011.
Andressa Carla dos Santos, de 30 anos, está feliz e quer mais. Com a autoestima elevada e um carro na porta de casa, ela pretende concluir o curso de Administração e continuar apostando em sua qualificação profissional.
"Minha visão de mundo mudou", avalia ela ao comparar a Andressa de alguns anos atrás, uma estressada caixa de supermercado, com a atual, empregada há dois anos na concessionária Rota dos Coqueiros, no município de Cabo de Santo Agostinho. Nos últimos anos, Andressa fez "mais de 10 cursos" de qualificação oferecidos pela empresa, foi promovida duas vezes e passou do salário de R$ 719 para R$ 1.300 mil. "Líquidos", frisa.
A meta é crescer mais na companhia, que opera, por concessão, a Via Parque e a ponte Wilson Campos Júnior - primeira no Estado com cobrança de pedágio -, que dão acesso ao litoral sul pernambucano e ao complexo portuário de Suape. Andressa quer aproveitar o bom momento da economia em Pernambuco para continuar a realizar sonhos. / ANGELA LACERDA, DE RECIFE

sexta-feira, 31 de agosto de 2012



Ibope: Haddad, 16%, aproxima-se de Serra, 20%

Saíram do forno novos números do Ibope sobre a disputa de São Paulo. O ex-azarão Celso Russomanno (PRB) mantem-se no topo da pesquisa, com 31%. Bem abaixo, José Serra (PSDB), com 20%, e Fernando Haddad, com 16%, medem forcas pela segunda colocação.
Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos –para o alto ou para cima— Serra pode ter de 17% a 23%. E Haddad, de 13% a 19%. Significa dizer que a dupla encontra-se tecnicamente empatada.
Na véspera, o Datafolha divulgara números próximos. Atribuíra a Russomanno os mesmos 31% captados pelo Ibope. A Serra, 22% e a Haddad, 14%. Também nessa sondagem, a margem de erro é de três pontos.
Ouvido antes da veiculação das pesquisas Serra atribuiu a crescenterejeição que inspira no eleitorado ao fato de os opositores martelarem que, se eleito, abandonará novamente a prefeitura, como fez em 2006.
“…Isso está sendo explorado pelos adversários. Como eles não têm muito a dizer a meu respeito, ficam batendo na questão da saída da prefeitura, dizendo que vou sair de novo, para ser candidato a presidente ou governador.”
A parcela do eleitorado que torce o nariz para Serra foi de 38% para 43%, segundo o Datafolha. A suspeita de nova deserção decerto ajuda a compor a encrenca. Mas rejeição desse tamanho parece insinuar algo mais profundo. Serra talvez seja vítima de um fenômeno que os aviadores chamam de “fadiga de material.”

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Recife: Candidato do PSB dá salto em pesquisa




O governador pernambucano Eduardo Campos revela-se um bom carregador de poste. Num intervalo de 40 dias, levou seu candidato à prefeitura de Recife de 7% para 29% no Datafolha. Nesse mesmo período, o candidato de Lula oscilou negativamente de 35% para 29%.
Ou seja: Geraldo Julio (PSB), o poste de Eduardo, partiu do nada e chegou ao empate com Humberto Costa (PT), o experimentado senador que se apresenta ao eleitorado como preferido do pernambucano ilustre Lula.
O petismo aposta em Lula para tentar levar Humberto ao segundo turno. Afora as aparições na tevê, planeja-se um ato público com a presença do ex-soberano. Suprema ironia: o prestígio de Lula é confrontado com a popularidade do governador que, sob sua presidência, encontrou os cofres sempre abertos em Brasília.
A polarização PT X PSB fez murchar a oposição. Antes na segunda colocação, o deputado Mendonça Filho caiu de 22% para 9%. Encontra-se agora atrás de Daniel Coelho (PSDB), que foi de 8% para 12%. O Datafolha mediu as intenções de voto noutras praças. Aqui, os achados do Rio. Aqui, os de Belo Horizonte. Aqui, Porto Alegre. E aqui, Curitiba.

terça-feira, 14 de agosto de 2012


Marisa: Lula ‘não tem interesse’ em candidatura

A ex-primeira-dama Marisa Letícia disse que o marido “não tem interesse” em disputar novamente a Presidência da República em 2014. Em maio, Lula dissera que, se Dilma Rousseff não desejasse recandidatar-se, ele poderia se animar. “Não vou permitir que um tucano volte à Presidência do Brasil”, afirmara.
Segundo Marisa, “foi uma brincadeira” de Lula. Em conversa com a repórter Karen Marchetti, ela disse que “Dilma é quem deve disputar a reeleição.” Acha que a sucessora do marido “está fazendo um bom governo, com boa aprovação.” De resto, Marisa jura que, longe de Brasília, sua vida “mudou para melhor.” Disponível aqui, a entrevista vai reproduzida abaixo:
– Como está sua vida após deixar a presidência? Mudou muito a sua rotina?
 Mudou para melhor. Gostei muito de ser a primeira-dama durante os oito anos. Mas hoje posso pensar mais em mim e na minha família. Como primeira-dama, tinha de cumprir uma agenda e agora posso focar mais no particular, diferentemente de quando estava na Presidência. Era muita pressão e exigia muito de mim. Por isso falo que hoje é melhor. Hoje foco a minha vida na minha agenda e me dedico ao meu marido, filhos e netos.
– Como primeira-dama, o que foi importante durante os oito anos?
Foi uma experiência inexplicável. Tive a oportunidade de conhecer o mundo todo. O Brasil eu já conhecia, quando fiz a Caravana da Cidadania e nas campanhas de Lula. Mas eu não conhecia o mundo e tive essa grande oportunidade, mesmo com as agendas oficiais. O importante disso tudo foi ver a transformação no País durante esses oito anos e a valorização do nosso povo. Ninguém vai esquecer desse homem (Lula). O Brasil mudou e para melhor. O povo brasileiro é respeitado no mundo todo e isso mudou durante as duas gestões de Lula. O povo ser respeitado é o meu e o nosso grande orgulho. Lutamos tanto e conseguimos. Não fizemos para nós, fizemos para o povo. Vai ficar para história. Não tem jeito. Foi uma experiência de vida e que valeu a pena toda dificuldade e luta que fizemos.
– Em São Bernardo, a senhora tem participado de eventos oficiais e é anunciada como uma liderança política. A senhora se reconhece como uma liderança?
Eu não vou para este lado de ser uma liderança política. Eu gosto de fazer e trabalhar. Ser uma militante mesmo. Muitos falam que deveria me candidatar e participar de fato da vida política, mas eu não gosto. O meu interesse é ajudar, trabalhar e ser uma militante. Sempre gostei de política, ajudei a criar o PT, ajudei a criar a bandeira, participei de reuniões importantes e momentos históricos do partido, mas como Marisa militante e não como liderança.
– Na descoberta do tumor na laringe do Lula, qual foi a sua reação e o que pensou naquele momento?
Foi muito difícil. Na verdade, um dos mais difíceis da minha vida. Nem me fale dessa doença. Tudo nessa vida é difícil, mas se você tem força, luta e sai da dificuldade. Diferente de uma doença, que não depende só da gente. A gente fica refém da doença. E a descoberta do câncer foi difícil e me abalou muito. Mas estava firme e forte ao lado de Lula. Foram cinco meses de tratamento sem passear, sem sair e no pé. O momento mais difícil para mim foi quando Lula não podia comer. Eu o proibi de falar, mas ficar sem comer mexeu muito comigo.
– Foi difícil segurar o Lula para evitar os excessos durante o tratamento? Muito. Eu que tive que segurar as rédeas. Dizer não para muitas coisas e muita gente. Falei para muitos amigos não irem em casa, porque o Lula não iria receber ninguém. Os médicos me pediam isso, porque o Lula não podia falar e estava um pouco fraco, pois não podia comer. O Lula estava sempre de mau humor e não era porque ele queria estar, mas era uma das consequências dos remédios. Neste período fui muito rude com os amigos, mas agora estamos todos de bem. Eles entenderam o motivo.
– A cura da doença e a liberação dos médicos foram recebidos com alívio por vocês? A senhora avalia que Lula está bem para dedicar-se à campanha? Recebemos a notícia com muita alegria e alívio. Sempre acreditamos na recuperação, mas foi muito bom ter essa liberação. Lula tem de retomar a agenda e participar da campanha, senão ele fica doente dentro de casa. Agora que os médicos liberaram, tenho de soltar ele. Antes, os próprios médicos pediam para eu segurar, agora não tem mais jeito. É claro que a agenda não será tão sacrificada. Será uma programação que ele possa ter um tempo para ele. Ele vai ter um tempo pela frente para se restabelecer. Os médicos liberaram o Lula para campanha, mas pediram bom senso. Esses dois meses de campanha são para a garganta desinflamar. Vamos fazer uma reunião e a agenda mesmo será definida nos próximos dias. Por enquanto, não temos datas e locais.
– Na sua avaliação, o Lula deveria disputar outra eleição para presidente ou qualquer outro cargo?
Não. Ele também não tem interesse. Há alguns meses ele falou brincando que se a Dilma não quiser, ele sairia, mas foi uma brincadeira. Lula não precisa mais disputar eleição. Dilma é quem deve disputar a reeleição. Está fazendo um bom governo, com boa aprovação. Ela está ótima e representando bem as mulheres.
A senhora lembra como foi a última noite antes de Lula ser empossado presidente da República e da última noite antes de deixar a Presidência?
Foi um mix de emoção nessas duas noites. Antes da posse de presidente, foi mais chocante. Não estávamos acreditando. A gente falava, me belisca para ver se é verdade. Na primeira noite no Palácio, não dormi. Era tudo muito grande e era uma euforia. Mas deu tudo certo, era trabalho e trabalho. Por isso, quando fomos passar a faixa para Dilma, foi mais fácil. Diferentemente da posse, na última noite em Brasília conseguimos dormir. Sempre soube que o Palácio não era a minha residência. A minha casa é em São Bernardo. Eu e o Lula saímos de cabeça erguida. Sentimos falta no começo, porque trabalhamos muito, mas logo depois Lula começou a trabalhar no Instituto Lula e teve uma agenda lotada.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

OBAMA PODE VIRAR LULA


Sidney Rezende | 08/06/2012 21h27

O discurso de hoje do presidente Barack Obama sobre a necessidade de se gerar mais empregos nos Estados Unidos por uma combinação público-privada e a sua receita para barrar a crise europeia via crescimento, e não cortes, bate com as propostas para os mesmos problemas tornadas públicas há alguns anos pelo presidente Lula.
Obama disse hoje exatamente a mesma coisa que Lula. A diferença do que acontece na Europa agora e nos Estados Unidos e o Brasil daquela época é que aqui optou-se pelo crescimento, regulação do mercado, interferência no Estado em algumas ações de agentes econômicos, incentivo a setores geradores de emprego, políticas de compensação e estímulo ao consumo. Deu certo. Coincidência?
Na verdade, não chega a ser a descoberta da pólvora barrar a estagnação com crescimento e consumo. Dar um basta na austeridade absoluta é um certo estilo Keynes de tratar o que hoje chamamos de "crise na Zona do Euro".
Por isso, Sarkozy foi para casa e, se bobear, até o povo alemão manda Angela Merkel vestir pijama logo, logo.
Obama disse com todas as letras que a crise europeia será superada pela flexibilização e não com mais cortes.
Ou Obama cola no estilo Lula ou perderá a eleição para Mitt Romney.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Médico libera Lula para fazer ‘tudo o que quiser’(Josias de Souza)


O cardiologista Roberto Kalil, coordenador da equipe médica que cuida de Lula no hospital Sírio-Libanês, disse que o paciente ostenta um quadro de saúde normal. Mais: está “totalmente liberado para tudo o que quiser.” Exemplificou: “Ele pode, se ele quiser, ficar falando por 24 horas.”
A avaliação do doutor Kalil foi feita nas pegadas de uma bacteria de exames a que Lula se submeteu nesta segunda. Abaixo, a íntegra do boletim médico que resumiu os resultados:
O ex-presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, esteve hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação médica previamente agendada que incluiu exame de sangue, PET-CT, ressonância nuclear magnética e laringoscopia.
Todos os exames foram considerados normais. O paciente foi liberado para atividades normais, sem qualquer restrição de natureza médica. As equipes médicas que o acompanham são coordenadas pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Paulo Hoff, João Luís Fernandes da Silva, Luiz Paulo Kowalski, Rubens de Brito Neto e Claudia Cozer.

quinta-feira, 19 de julho de 2012



Relatório da OIT mostra que pobreza no Brasil caiu 36% em 6 anos


Dados da  Organização Internacional do Trabalho apontam que a redução da pobreza em  seis anos favoreceu 27,9 milhões de pessoas

EFE
O nível de pobreza no Brasil diminuiu 36,5% desde 2003 graças a ampliações de planos sociais e progressivos aumentos do salário mínimo, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo escritório local da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
"A redução da pobreza entre os trabalhadores está associada diretamente ao aumento real dos rendimentos do trabalho, à ampliação da cobertura dos programas de distribuição de renda e ao aumento da taxa de ocupação, sobretudo na área do trabalho formal", indica o estudo divulgado pela organização.
Os dados da OIT coincidem, em linhas gerais, com os do governo federal, e apontam que a redução da pobreza em 36,5% favoreceu 27,9 milhões de pessoas, que passaram a fazer parte das camadas mais baixas das classes médias.
Segundo os parâmetros da OIT, são consideradas pobres pessoas cuja renda seja inferior ao salário mínimo, que hoje é de R$ 622 e aumentará, a partir do próximo ano, para R$ 667,75. Entre os planos sociais e de transferência de renda, a OIT destaca o impacto do Bolsa Família, que em 2004 ajudava cerca de 6,5 milhões de famílias e agora chega a 13,3 milhões de famílias, com um investimento que em 2011 foi de a R$ 16,7 milhões.
O relatório aponta que, apesar dos "consideráveis avanços", 8,5% da população brasileira ainda vive em condições de extrema pobreza, com renda mensal inferior a R$ 70. Além disso, o relatório diz que apesar de o Brasil melhorar em termos de formalização do trabalho, calcula-se que cerca de 30% da massa laboral do país ainda presta serviços de maneira informal.
"Em linhas gerais, há uma evolução muito positiva desses indicadores, mas isso não quer dizer que não persistam ainda enormes desafios", indicou a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Entre os desafios, ela citou o caso das mulheres, que em média trabalham anualmente dez dias a mais que os homens, já que em geral continuam a cargo de todas as tarefas do lar, e, além disso, têm mais dificuldades para ascender no mercado de trabalho e ganhar melhores salários.
O relatório sustenta que a população negra persiste como a mais pobre, a menos escolarizada e a que mais tem dificuldades para conseguir empregos de qualidade. A OIT também aponta que o Brasil deve fazer um esforço para dar maiores oportunidades de educação e emprego aos jovens de 15 a 24 anos, entre os quais 18,4% (6,2 milhões de pessoas) não estuda ou trabalha