sábado, 18 de junho de 2011

Brasil soma 190.732.694 habitantes

Censo 2010 mostra que a população aumentou 12,3% na última década; cidades de porte médio foram as que mais cresceram



Felipe Werneck, Márcia Vieira, Jaqueline Farid / RIO - O Estado de S.Paulo

O Censo 2010 revela que o País tem 190.732.694 habitantes. Em relação a 2000, houve crescimento de 12,3%, menor que o da década anterior, de 15,6%. Trata-se do primeiro resultado do levantamento mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após quatro meses de coleta e revisão de dados.

Ontem, o órgão apresentou um cronograma de divulgações que vai até junho de 2013.
Uma surpresa foi o crescimento de cidades de médio porte, principalmente no Centro-Oeste, em ritmo maior que o projetado, diz o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes. Ele destacou áreas do agronegócio, como Lucas do Rio Verde (GO), onde a população cresceu 135%.

"As áreas que absorvem mais população não são mais grandes metrópoles, mas cidades de porte médio ou até grandes, mas não metropolitanas. Nas grandes, o ritmo não foi aquele que a gente projetava."


Ele também citou Rio das Ostras (RJ), onde o aumento foi de 190% no período. Dos 5.565 municípios brasileiros, foi o segundo que mais cresceu na década, só perdendo para Balbinos (SP), com 199%. Nesse caso, o fenômeno foi influenciado pelo aumento da população carcerária.

Uma característica marcante do censo é a importância demográfica, social e econômica das cidades de porte médio em novos polos. "A região litorânea concentra parte expressiva da população, mas ao longo desses dez anos isso vem sendo acrescentado pelo movimento em direção ao interior, principalmente no Centro-Oeste", diz Nunes.

Entre as regiões, só houve aumento de participação no número de habitantes no Norte (de 7,6% para 8,3%) e no Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).
O censo mostra que a população vive mais em cidades: 84,3% dos brasileiros em 2010, ante 81,2% em 2000. Mas a média de moradores por domicílio caiu de 3,75 em 2000 para 3,3 em 2010.

Nunes destacou a combinação da redução da taxa de fecundidade com a elevação da longevidade. Em 1940, quando o Brasil tinha 30 milhões de pessoas em áreas rurais e 10 milhões em cidades, a expectativa de vida era de 41 anos. "Continuamos com cerca de 30 milhões no campo, mas são 160 milhões nas cidades. Entretanto, a expectativa de vida hoje é de mais de 73 anos."

Numa sociedade em que a fecundidade é menor e a população envelhece, a tendência é que a população pare de crescer. "Estamos caminhando para crescer por mais duas gerações, quando haverá uma reversão e a população começará a decrescer."

Em 2050, o País terá a mesma pirâmide etária da França de 2005, ou seja, com menos jovens e mais velhos. "Assistimos aos debates recentes sobre a reforma da Previdência na França. Temos 40 anos para pensar nas soluções", disse Nunes.

Municípios. Os números de ontem foram divulgados 25 dias após um resultado preliminar que indicara população de 185,7 milhões no País. Nesse prazo, o IBGE voltou a domicílios que se encontravam fechados e houve possibilidade de contestação por parte de municípios insatisfeitos com a contagem. Isso ocorre porque o número oficial é usado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para calcular o coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, pelo menos 176 vão perder recursos em 2011. O número é bem menor que os 329 municípios estimados após a divulgação da contagem preliminar, no início do mês.

Segundo a CNM, 378 terão ganho de coeficientes e 4.983 se manterão no mesmo patamar. O Estado com o maior número absoluto de municípios ganhadores é o Maranhão, com 49. Os que terão mais perdas, segundo a CNM, são Bahia (41), São Paulo (26) e Rio Grande do Sul (13).

Entre os municípios, os que terão maior ganho são Cajari (MA), Lucas do Rio Verde (MT), Dom Eliseu (PA), Itupiranga (PA), Juruti (PA), São Félix do Xingu (PA), Itapema (SC), Araçariguama (SP) e Araguaína (TO). Ao todo, 901 mil domicílios (1,34%) foram classificados como fechados pelo censo. Nesses casos, pela primeira vez foi usada uma metodologia para estimar o número de moradores.

11.244.369
é o número de habitantes de São Paulo, o município mais populoso do País

6.323.037
habitantes tem o Rio, o segundo colocado

2.676.606
habitantes tem o 3º lugar, Salvador (BA)

QUEM MAIS PERDEU
1.520
municípios registraram população inferior à de 2000
48,6%
foi a maior queda, registrada na população de Maetinga (BA)
46,6%
foi a queda em Itaúba (MT), cidade que ficou em 2º na lista


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Passaportes diplomáticos estão de acordo com as regras, diz Itamaraty (Postado por Erick Oliveira)

O Itamaraty informou nesta segunda-feira (9), por meio de nota, que todos os passaportes diplomáticos expedidos até o dia 24 de janeiro deste ano foram concedidos “em estrito cumprimento às regras”.
O comunicado foi divulgado após o Ministério Público Federal afirmar, na semana passada, que estuda medidas para resolver a situação dos passaportes diplomáticos concedidos pelo governo brasileiro a quatro filhos e três netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não existem, no entendimento deste Ministério, quaisquer elementos que justifiquem questionamentos à motivação ou à legalidade dos referidos atos [emissão de passaportes diplomáticos]”, afirmou o Itamaraty no texto.
No início de abril, o MPF fez pedido ao Itamaraty para que fossem recolhidos os passaportes diplomáticos. De acordo com a assessoria do ministério, a resposta encaminhada ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dizia apenas que os documentos não foram devolvidos, nem recolhidos.
Na nota, o governo explica ainda que, até o dia 24 de janeiro deste ano, um decreto de 2006 regulamentava a concessão de passaportes diplomáticos. O benefício era garantido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros dos tribunais superiores e ex-presidentes.
Cônjuges e dependentes até 21 anos (24 anos caso seja estudante) ou portadores de deficiência também têm direito ao passaporte. No entanto, a legislação permitia que o ministro de Relações Exteriores autorize a expedição do documento "em caráter excepcional" e "em função de interesse do país".
Uma portaria, publicada no dia 25 de janeiro, criou novas regras para a emissão do documento. A concessão dos passaportes diplomáticos passou a ser permitida apenas quando houver uma solicitação formal e fundamentada por parte da autoridade máxima do órgão competente que o requerente integre ou represente.
Leia a íntegra da nota do Itamaraty
Passaportes diplomáticos
O Ministério das Relações Exteriores concedeu passaportes diplomáticos até 24 de janeiro de 2011, sob o amparo legal do § 3º do artigo 6º do Anexo ao Decreto número 5.978, de 6 de dezembro de 2006.
A Portaria nº 98, de 24 de janeiro de 2011, do Ministério das Relações Exteriores, que estabeleceu novas normas e diretrizes para concessão de passaportes diplomáticos às pessoas não relacionadas nos incisos do art. 6º do Decreto nº 5.978, de 4 de dezembro de 2006, não torna ilegais as concessões de passaportes já realizadas.
Todos os passaportes diplomáticos expedidos pelo Ministério das Relações Exteriores até 24 de janeiro de 2011 foram concedidos em estrito cumprimento às regras do Decreto nº 5.978/2006. Não existem, no entendimento deste Ministério, quaisquer elementos que justifiquem questionamentos à motivação ou à legalidade dos referidos atos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Desigualdade cai 9% no país em dez anos, diz IBGE


Dados da Pnad mostram maior queda da desigualdade no Nordeste. Mais da metade das famílias, porém, vive com até um salário per capita.

A desigualdade no país caiu em todas as regiões, mostram dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de Gini do rendimento mensal dos domicílios brasileiros passou de 0,521, em 2007, para 0,515, em 2008 – em 1998, quando começou a série histórica, o número era de 0,567.
Gráfico: Índice de Gini do rendimento mensal dos domicílios.
(Clique para ampliar.)
O índice de Gini varia de 0 a 1 e mede a distribuição da renda na população: quando mais próximo de 0, maior a igualdade; quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade entre o que as pessoas ganham. A evolução entre 1998 e 2008 mostra, portanto, uma queda de 9,17%.
A desigualdade caiu em todas as regiões entre 2007 e 2008. A maior desigualdade está no Centro-Oeste, onde o índice de Gini foi de 0,549, em 2008, ante 0,552, em 2007. A região mais igualitária é a Sul, com 0,477, em 2008, abaixo dos 0,498, em 2007.
A maior queda foi registrada na região Norte, de 0,498, em 2007, para 0,478, no ano passado. No Nordeste, o índice de Gini passou de 0,528 para 0,525 de um ano para o outro. Já no Sudeste a queda foi de 0,498, em 2007, para 0,492, em 2008.

Rendimento
Apesar da redução, porém, alguns dados mostram a dimensão da desigualdade que ainda existe no país. No ano passado, segundo dados da Pnad, 52% das famílias tinham renda mensal por pessoa de até um salário mínimo.
São 5,9 milhões de famílias que não têm nenhum rendimento ou ganham até um quarto de salário mínimo, que hoje equivale a pouco mais de R$ 116.
De acordo com o IBGE, os 10% dos trabalhadores com os rendimentos mais baixos ganharam 1,2% do total da renda em 2008, número que era 1,1% em 2007. Já os 10% com os maiores rendimentos concentram 42,7% do total da renda, uma queda em relação aos 43,3% em 2007.
Gráfico: Porcentagem das famílias segundo a renda mensal per capita, em salários minímos.
(Clique para ampliar.)

O IBGE destaca que o rendimento subiu para todas as faixas de renda da população, mas subiu mais nas faixas mais baixas. Por exemplo, entre os 10% que têm os rendimentos mais altos, eles subiram 0,3%; entre os 10% que têm os rendimentos mais baixos, a alta foi de 4,3%.

Links Relacionados:



Fonte: G1
Postado por: CT 18/09/09

Para ler mais sobre o Índice de Gini, clique no seguinte LINK:

http://www.google.com.br/search?hl=&q=indice+de+gini+-+s%C3%A9rie+hist%C3%B3rica&sourceid=navclient-ff&rlz=1B3GGLL_pt-BR___BR377&ie=UTF-8


sábado, 16 de abril de 2011

Lula ironiza FHC e diz que 'todos brasileiros são do povão'


Lula está na Europa para cumprir agenda no Reino Unido e na Espanha. Foto: Ulisses Neto/Especial para Terra Lula está na Europa para cumprir agenda no Reino Unido e na Espanha
Foto: Ulisses Neto/Especial para Terra

Ulisses Neto
Direto de Londres
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu em Londres, nesta quinta-feira, as recentes declarações de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Em artigo publicado nesta semana, FHC escreveu que se os tucanos continuarem tentando dialogar com o "povão", acabarão "falando sozinhos". Na opinião dele, o PSDB deve investir "nas novas classes médias".
Para Lula, as afirmações foram incompreensíveis. "Eu, sinceramente, não entendi o que ele quis dizer. Nós já tivemos políticos que disseram preferir cheiro de cavalo do que de povo. Agora, tem um ex-presidente que fala para não ficar atrás do povão, esquecer o povão", disse o petista, citanto declaração do general João Batista Figueiredo, o último presidente durante a ditadura militar.
Lula foi além, e disse: "Não sei como alguém que estudou tanto, depois diz que quer esquecer do povão. O povão é a razão de ser do Brasil. E do povão fazem parte a classe média, a classe rica, os mais pobres, porque todos são brasileiros".
Oposição
O ex-presidente afirmou que o PT saiu ainda mais fortalecido das últimas eleições e que isso está incomodando a oposição. No entanto, ressaltou que isso faz parte do processo democrático e lembrou que também já esteve do lado enfraquecido. "O governo não engoliu a oposição. O que aconteceu é que ele saiu mais forte do processo eleitoral. Mas isso é assim mesmo. Eu já fui oposição com apenas 16 deputados. Ou seja, também já fui pequeno", destacou.
Lula ainda declarou que "a oposição precisa saber que o povo brasileiro não aceita mais uma oposição vingativa, com ódio, negativista. O que o povo brasileiro quer é gente que pense com otimismo no Brasil. Afinal de contas, a gente conquistou um ponto de auto-estima que não pode recuar mais. E é isso o que a oposição não compreende".
Discurso
O antecessor de Dilma Rousseff discursou nesta manhã na capital do Reino Unido para investidores e acionistas do Grupo Telefonica. Durante o evento, Lula destacou as oportunidades de investimento na América do Sul e o desempenho da economia brasileira nos últimos anos.
Sobre a escalada da inflação, o ex-presidente disse não estar preocupado e destacou que a meta de 4,5% estabelecida em seu governo prevê margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo. "Por isso estamos dentro da meta e a presidenta Dilma já tomou as medidas para controlá-la. Não tenho medo que a inflação volte", garantiu.
Lula deixa a capital britânica no início da tarde de hoje com destino a Espanha. No país, ele recebe o prêmio Libertad na sexta-feira. Na sequência, terá encontros privados com o presidente do Grupo Telefonica, Cesar Alierta, e com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. Ele fica em Madrid até sábado e vai acompahar a partida entre Real Madrid e Barcelona, no estádio Santiago Bernabéu, pelo Campeonato Espanhol. O ex-presidente embarca de volta para o Brasil na mesma noite.
Oxfam e Hobsbawn
Lula iniciou sua agenda em Londres com um almoço na quarta-feira com o embaixador do Brasil no Reino Unido, Roberto Jaguaribe, e com diretores de estatais brasileiras na Inglaterra, entre elas, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES. À tarde, o ex-presidente recebeu a diretora da ONG inglesa Oxfam, Barbara Stocking. No encontro, realizado na residência oficial da embaixada, ela convidou Lula para participar da próxima campanha da entidade que atua em cerca de 90 países.
O ex-presidente ainda discutiu ações de combate à pobreza na África e manifestou interesse em levar ao continente as políticas adotadas em seu governo na tentativa de erradicar a fome. A presidente da Oxfam também declarou que a organização não-governamental pretende abrir um escritório no Brasil para ampliar as atuações que já mantém no País por meio de parcerias com agentes locais.
Na sequência, Lula se reuniu com o historiador Eric Hobsbawm, 94 anos. No encontro, que durou cerca de uma hora e meia, eles discutiram a grave crise financeira da Europa e o papel dos partidos de esquerda no continente. Também falaram sobre a agenda que o líder brasileiro deve adotar em relação à política internacional. "O papel de Lula no momento é bastante claro, e ele sabe disso. Tendo passado o poder para a presidente, ele não deve ficar no caminho dela", disse.
"Ele deve se concentrar em questões diplomáticas e em outras atividades ao redor do mundo. Eu acredito que Lula tem grandes ambições em seus projetos para cooperação entre o Brasil e a África e, certamente, ele não será um presidente que vai cair no esquecimento", completou Hobsbawn, que se diz amigo pessoal de Lula. Os dois se conhecem desde 1992.
Especial para Terra

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Silval Barbosa, Governador de Mato Grosso, acompanha palestra de Lula em fórum nos Estados Unidos

Fonte: Só Notícias com assessoria (fotos: Ludmila Brandão)

O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, esteve entre os líderes que assistiram, esta tarde, no 13º Fórum de Líderes do Setor Público da América Latina e Caribe, em Washington, (EUA), à estreia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como palestrante internacional. Ele falou no 13º fórum de líderes da América Latina, promovido pela Microsoft. Lula destacou as ações de sua gestão como presidente nas áreas da educação, saúde, dos avanços sociais, como a implantação do Bolsa Família, e de política externa. Fez balanço dos oito anos de seu governo e - como não poderia deixar de ser - disse que um dos momentos mais tensos que passou na presidência foi durante a crise financeira internacional, no final de 2008, quando foi praticamente "achincalhado" quando disse que a crise no Brasil seria uma "marolinha".
Lula conversou também com autoridades econômicas para alavancar parcerias para o Instituto Lula, em que pretende desenvolver ações de combate a fome no continente africano. Para o governador Silval Barbosa ao final cumprimentou o ex-presidente pela participação, "é importante ver o ex-presidente sendo ouvido por uma plateia atenta e respeitosa, o que demonstra a importância do Brasil no contexto internacional". O ex-presidente conversou com Silval sobre aspectos econômicos e políticos nacionais.
Além de fórum, Silval também teve audiências com presidentes do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), Luís Alberto Moreno, a presidente do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), Luís Alberto Moreno, o presidente da Motorola, Sanjay Jha, e investidores, apresentado as potencialidades do Estado no agronegócio, turismo, mineração e demais setores. Silval também expôs que Cuiabá é uma das sedes do mundial de futebol de 2014.
Silval retorna sexta-feira a Cuiabá.






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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lula quer nome novo à Prefeitura de São Paulo pelo PT


DE SÃO PAULO
Hoje na Folha O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para que o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo seja um "nome novo", com boa comunicação com a classe média da cidade, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta segunda-feira da Folha.

O PT tem como desafio nas eleições de 2012 elevar a sua votação entre a classe média de regiões como Santo Amaro, Ermelino Matarazzo, Butantã, Pirituba e Vila Prudente, onde a legenda teve em média 40% dos votos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Huffington Post, comprado pela AOL, planeja expandir-se no Brasil

Thais Romanelli | São Paulo

 A companhia norte-americana AOL anunciou nesta segunda-feira (07/02) um acordo para a compra do jornal digital The Huffington Post por 315 milhões de dólares, informou em nota a empresa. Entre os planos da nova empresa, chamada The Hufington Post Media Group, está a criação do Huffington Post Brazil, segundo a fundadora do diário digital, Arianna Huffinnton.


A versão brasileira seria uma das primeiras prioridades no projeto de expansão internacional do site, segundo Arianna, que relacionou também planos de criar novas seções, aumentar a produção própria de vídeos e dar maior destaque para seções locais e de serviços.

De acordo com a fundadora do Hunfington Post, o negócio consiste numa "fusão de visões" que originará a criação de um grupo de media que integrará conteúdo de ambos os sites.

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Já o presidente e diretor executivo da AOL, Tim Armstrong, disse que a fusão "criará uma empresa de mídia americana de nova geração e de alcance global". "Juntas, nossas empresas abraçam o futuro digital e se convertem em um destino digital que facilita experiências incomparáveis tanto para os consumidores como para os anunciantes", completou.

A operação, porém, ainda depende da aprovação das autoridades norte-americanas e deve ser completada no segundo trimestre de 2011. Segundo a AOL, 300 milhões de dólares serão pagos em dinheiro e o restante em ações.

O Huffington Post, fundado em 2005, é um site que une conteúdos de blogs, análise e notícias cotidianas. Atualmente, 25 milhões de usuários únicos acessam o site mensalmente. Com a fusão com a AOL, que atua conjuntamente com sites como Engadget, TechCrunch, Moviefone, MapQuest, Black Voices, PopEater, AOL Music, AOL Latino, AutoBlog, Patch e StyleList, estima-se que 117 milhões de usuários visitem o site apenas nos Estados Unidos e 270 milhões ao redor do mundo.

“Continuamos viajando rumo à mesma direção, com as mesmas pessoas a bordo, com os mesmos objetivos, mas agora estamos indo muito, muito mais rápido”, afirmou Arianna.

Os investidores da AOL, porém, não reagiram positivamente a fusão. Após o anúncio de compra do Huffington Post, as ações da AOL caíram 4,01%, para US$ 21,06, o valor mais baixo desde 12 de agosto de 2010.